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    <title>Som a Som</title>
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      <![CDATA[Esta página de podcast destina-se, essencialmente, aos meus alunos, para que, ao desfrutar do som de poemas e pequenas histórias, ganhem o gosto pela leitura e não percam nunca a noção do deleite e da grandeza que as palavras nos oferecem.]]>
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    <pubDate>Wed, 08 Jan 2025 03:01:50 +0000</pubDate>
    <itunes:keywords>poetry, ,poesia, ,leitura, ,reed,Education</itunes:keywords>
    <copyright>Copyright 2025 Adao Sousa</copyright>
    <itunes:subtitle>Na poesia, a voz n&#227;o passa de uma met&#225;fora do sil&#234;ncio...</itunes:subtitle>
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      <title>Som a Som</title>
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    <itunes:author>Adao Sousa</itunes:author>
    <itunes:summary>Esta p&#225;gina de podcast destina-se, essencialmente, aos meus alunos, para que, ao desfrutar do som de poemas e pequenas hist&#243;rias, ganhem o gosto pela leitura e n&#227;o percam nunca a no&#231;&#227;o do deleite e da grandeza que as palavras nos oferecem.</itunes:summary>
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    <item>
      <title>As M&#227;os</title>
      <description>
        <![CDATA[Poema de Manuel Alegre

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
]]>
      </description>
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      <pubDate>Wed, 10 Jun 2009 17:47:11 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
      <itunes:keywords>m&#227;os,poesia</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>Poema de Manuel Alegre

Com m&#227;os se faz a paz se faz a guerra.
Com m&#227;os tudo se faz e se desfaz.
Com m&#227;os se faz o poema - e s&#227;o de terra.
Com m&#227;os se faz a guerra - e s&#227;o a paz.

Com m&#227;os se rasga o mar. Com m&#227;os se lavra.
N&#227;o s&#227;o de pedras estas casas, mas
de m&#227;os. E est&#227;o no fruto e na palavra
as m&#227;os que s&#227;o o canto e s&#227;o as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as m&#227;os que v&#234;s nas coisas transformadas.
Folhas que v&#227;o no vento: verdes harpas.

De m&#227;os &#233; cada flor, cada cidade.
Ningu&#233;m pode vencer estas espadas:
nas tuas m&#227;os come&#231;a a liberdade.
</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Poema de Manuel Alegre

Com m&#227;os se faz a paz se faz a guerra.
Com m&#227;os tudo se faz e se desfa...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Fundamenta&#231;&#227;o</title>
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        <![CDATA[ Porquê fazer podcast e porquê no Podomatic?]]>
      </description>
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      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/adao/episodes/2007-11-02T12_02_11-07_00</comments>
      <pubDate>Fri, 02 Nov 2007 19:02:11 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
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      <itunes:summary>&#160;Porqu&#234; fazer podcast e porqu&#234; no Podomatic?</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>&#160;Porqu&#234; fazer podcast e porqu&#234; no Podomatic?</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Mar Portugu&#234;s</title>
      <description>
        <![CDATA[Poema de Fernando Pessoa


Mar Português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.]]>
      </description>
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      <pubDate>Fri, 02 Nov 2007 00:16:11 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
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      <itunes:summary>Poema de Fernando Pessoa


Mar Portugu&#234;s

&#211; mar salgado, quanto do teu sal
S&#227;o l&#225;grimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas m&#227;es choraram,
Quantos filhos em v&#227;o rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, &#243; mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma n&#227;o &#233; pequena.
Quem quer passar al&#233;m do Bojador
Tem que passar al&#233;m da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele &#233; que espelhou o c&#233;u.</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Poema de Fernando Pessoa


Mar Portugu&#234;s

&#211; mar salgado, quanto do teu sal
S&#227;o l&#225;grimas de ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>&#193;rvores do Alentejo</title>
      <description>
        <![CDATA[Horas mortas… Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte! 

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!


                                                                        Poema de Florbela Espanca
                                                                        Foto de Sofia Morgado]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 27 Oct 2007 23:28:20 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
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      <itunes:summary>Horas mortas&#8230; Curvada aos p&#233;s do Monte
A plan&#237;cie &#233; um brasido&#8230; e, torturadas,
As &#225;rvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a b&#234;n&#231;&#227;o duma fonte! 

E quando, manh&#227; alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esf&#237;ngicas, recortam desgrenhadas
Os tr&#225;gicos perfis no horizonte!

&#193;rvores! Cora&#231;&#245;es, almas que choram,
Almas iguais &#224; minha, almas que imploram
Em v&#227;o rem&#233;dio para tanta m&#225;goa!

&#193;rvores! N&#227;o choreis! Olhai e vede:
- Tamb&#233;m ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de &#225;gua!


                                                                        Poema de Florbela Espanca
                                                                        Foto de Sofia Morgado</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Horas mortas&#8230; Curvada aos p&#233;s do Monte
A plan&#237;cie &#233; um brasido&#8230; e, torturadas,
As &#225;rvores sangr...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>&#201; Urgente</title>
      <description>
        <![CDATA[Poema de Eugénio de Andrade

É Urgente 

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.

Eugénio de Andrade
É urgente o amor, é urgente
permanecer.
]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 27 Oct 2007 22:41:59 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
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      <itunes:summary>Poema de Eug&#233;nio de Andrade

&#201; Urgente 

&#201; urgente o amor.
&#201; urgente um barco no mar.

&#201; urgente destruir certas palavras,
&#243;dio, solid&#227;o e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

&#201; urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
&#233; urgente descobrir rosas e rios
e manh&#227;s claras.

Cai o sil&#234;ncio nos ombros e a luz
impura, at&#233; doer.

Eug&#233;nio de Andrade
&#201; urgente o amor, &#233; urgente
permanecer.
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      <itunes:subtitle>Poema de Eug&#233;nio de Andrade

&#201; Urgente 

&#201; urgente o amor.
&#201; urgente um barco no mar.

&#201; u...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>A Arte de Pintar</title>
      <description>
        <![CDATA[ Poema de Vergílio Alberto Vieira

A Arte de Pintar

Na paleta breve
Dum velho pintor,
Um pássaro, leve,
Voa rente à cor.

Poisando, a medo,
Num ramo de azul
Fica mudo e quedo
‘scutando, em segredo,
O vento do sul.

Se a luz da alegria
Com o sol se for,
Dará cor ao dia
Do velho pintor?
]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 27 Oct 2007 19:50:36 +0000</pubDate>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
      <itunes:keywords>pintor,arte,poesia</itunes:keywords>
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      <itunes:summary>&#160;Poema de Verg&#237;lio Alberto Vieira

A Arte de Pintar

Na paleta breve
Dum velho pintor,
Um p&#225;ssaro, leve,
Voa rente &#224; cor.

Poisando, a medo,
Num ramo de azul
Fica mudo e quedo
&#8216;scutando, em segredo,
O vento do sul.

Se a luz da alegria
Com o sol se for,
Dar&#225; cor ao dia
Do velho pintor?
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      <itunes:subtitle>&#160;Poema de Verg&#237;lio Alberto Vieira

A Arte de Pintar

Na paleta breve
Dum velho pintor,
Um p...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>O Meu Caderno Novo</title>
      <description>
        <![CDATA[Poema desenhado de Natércia Rocha]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 27 Oct 2007 18:32:33 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <dc:creator>Adao Sousa</dc:creator>
      <itunes:keywords></itunes:keywords>
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      <itunes:subtitle>Poema desenhado de Nat&#233;rcia Rocha</itunes:subtitle>
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